terça-feira, 14 de julho de 2009

Para rir!

Ter um amigo delegado é engraçado. Ter um amigo delegado como ele é mais engraçado ainda. Pessoa surreal, cara de pau, pirracenta, mas muito querida.

Fora as conversas que me deixam arrepiada é interessante ouvir um dos vários lados da história. Faz a gente ver que, apesar de raro, ainda existem funcionários públicos sérios.

Pois bem, estão construindo um prédio em um parque de Salvador, que fica em frente ao apartamento desse meu amigo.

O parque [1] criado em 1973 através do Decreto Municipal nº 4.52, foi palco de muitas estripulias da minha infância. Tenho fotos felizes de minha família e as lembranças são incríveis. Mas a lembrança é o que ficou...

Fora um anfiteatro que serve de palco para shows (uma das poucas coisas que movem as pessoas nessa terra), o parque está quase abandonado. Na verdade, a situação dos parques de Salvador é caótica.

O prédio que está sendo construido ao lado do parque, celebra o brilhante e novo PDDU do nosso prefeito. Sim, sim! Estou sendo irônica!

Ontem esse amigo chegou indignado e me disse “Lu, você não sabe que os filhos da #@$%&* estão fazendo...”

Não satisfeitos em construir um prédio nessa área, fizeram um canteiro de obras DENTRO do parque.

Meu amigo ligou pro telefone do Ibama em Salvador, mas ninguém atendeu. Depois de inúmeras tentativas, ele decidiu fazer uma visita a instituição.

Resumindo a visita: o Ibama justificou a falta de ação, dizendo que não tinha agentes para visita à obra e ainda passaram a bola adiante. Disseram para meu amigo, no papel de delegado, ir ao local da construção e prender os responsáveis.

Ciente de que esse não era seu papel, ele procurou a polícia ambiental do estado. Polícia Ambiental da Bahia??? Tem certeza???

Não encontrou ninguém...Hoje enviei para ele um site com os contatos da PMBA - CIA DE POLÍCIA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL – COPPA mas tenho quase 99,9% de certeza de que nada vai adiantar. Se nem o site deles funciona....

Enfim, o delegado foi na obra, conversou com o pessoal que estava trabalhando e só depois de dar uns gritos é que se fez ouvir de fato.

Depois de rir muito com a história dos gritos (e essa não dá para contar aqui...) e tirando um pouco o foco da reação de um delegado incomum, pensei na verdadeira piada: as instituições ambientais do governo. PIADA!!! É mesmo de rir!!

[1] O parque conta com cerca de 720 mil m² de área verde. É um local de preservação da mata atlântica, vegetação original da costa brasileira, e também o único local da cidade em que há a trasição da mata atlântica para as dunas, e, por isso, podem ser encontradas diversas espécies ornamentais e frutíferas. Sua topografia é acidentada e o solo é argiloso, além de haver pântanos.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Como assim?

Recebi um email com o título "Excelente video contra os ecos-chatos...." e com um link para um vídeo.

Nem sei por onde começar a criticar o vídeo...

Se for para considerar que aquilo era um show humorístico, é de rir mesmo. Aliás, é para rir em qualquer circunstância!

Não tenho nem como levar a sério o que parecem ser argumentos contra uma possível proteção ambiental. O discurso é tão raso, infundado e inflamado, que o tal do George Carlin, esquece (ou provavelmente não sabe) que dentro de uma idéia de Desenvolvimento Sustentável, a economia e a sociedade, junto com o meio ambiente, são considerados aspectos conexos e interdependentes.

Então como assim cuidar do homem e esquecer o meio ambiente?

COMO ASSIM???

Só tenho mesmo uma coisa a dizer, Ignorance is bliss!!!

Vejam lá: http://www.youtube.com/watch?v=X_Di4Hh7rK0&feature=player_embedded

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Instituto Ethos lança versão 2009 dos Indicadores Ethos de RSE

EM: http://www1.ethos.org.br/EthosWeb/pt/2629/servicos_do_portal/noticias/itens/instituto_ethos_lanca_versao_2009_dos_indicadores_ethos_de_rse_.aspx

A ferramenta foi adotada pelo Programa Latino-Americano de Responsabilidade Social Empresarial (Plarse) e está sendo adaptada ao contexto sociopolítico de cada um dos países participantes.

Os Indicadores Ethos de Responsabilidade Social Empresarial 2009 já estão disponíveis para preenchimento. Ferramenta de autoavaliação e aprendizado no que diz respeito à incorporação de práticas de responsabilidade social na gestão empresarial, os Indicadores Ethos auxiliam as empresas na identificação de questões críticas e no gerenciamento dos impactos socioambientais decorrentes de suas operações.

A versão 2009, que mantém o conteúdo anterior, marca oficialmente a adoção dos Indicadores Ethos pelo Programa Latino-Americano de Responsabilidade Social Empresarial (Plarse), iniciativa conjunta do Instituto Ethos com o Forum Empresa, a Fundação Avina e a Organização Intereclesiástica de Cooperação para o Desenvolvimento (ICCO). Atualmente são sete as organizações participantes do Plarse: Adec (Paraguai), Ceres (Equador), Coborse (Bolívia), Iarse (Argentina), Instituto Ethos (Brasil), Perú 2021 (Peru) e Unirse (Nicarágua).

O programa tem como objetivo fortalecer o movimento de RSE em países da América Latina pela troca de conhecimento e experiência entre as organizações participantes e a consolidação de parcerias para que projetos de RSE sejam disseminados. Os Indicadores Ethos de RSE são um desses projetos e vêm sendo adaptados ao contexto sociopolítico de cada um dos países. Essa adaptação segue a mesma estrutura conhecida dos Indicadores Ethos, o que faz com que os usuários brasileiros não sejam afetados por esse processo.

Todas as organizações participantes terão uma base geral dos Indicadores de RSE, que será comum a todos os países, e uma base específica, exclusiva por país. Essa construção vem sendo feita conjuntamente, com apoio técnico do Instituto Ethos, e permite que as empresas usem os Indicadores de RSE tendo como parâmetro de comparação não apenas as empresas locais, mas também as empresas no âmbito latino-americano.

O prazo de preenchimento dos Indicadores Ethos de RSE 2009 e dos Indicadores Ethos-Sebrae de RSE 2009 vai até 30 de abril de 2010. Participe!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Novidade da Terra Cycle

A TerraCycle chega ao Brasil em um projeto da Pepsi Co/Terra Cycle Brasil em parceria com a rede Wal-Mart.

Esse é o primeiro passo da TerraCycle para sua expansão, que ainda prevê atuação em países como Canadá, México e no Reino Unido.

Veja mais em:

Vídeo no Youtube - http://www.youtube.com/watch?v=LfNCQo2vN6Q
Site TerraCycle - http://www.terracycle.net/cbb/cbb.htm

Que beleza!

Sou fã da The Body Shop principalmente pelos valores da empresa. Segundo o próprio site da empresa são seus valores que fazem a diferença: “The way we do business, the way we make products, the way we source ingredients, and the way we use our voice; we're different because of our Values”.

Eu passava hooooras na loja perto de minha casa, ainda que não comprasse nada (o que era difícil de acontecer porque eu estoquei cremes e mais cremes para minha volta ao Brasil). Me divertia descobrindo a origem das matérias primas e as especificações dos produtos e embalagens. Adorava os cheiros de frutas de meu país, como a manga e era viciada em um hidratante de castanha do Brasil (conhecida por aqui como Castanha do Pará ou Castanha do Amazonas).

Fui morar na Alemanha e a Body Shop ficou longe... Na cidade onde eu morava só havia uma loja na estação de trem e os produtos eram bem caros (talvez por causa da conversão de £ para €). Acabei me conformando em usar hidratantes da Nivea e produtos para o cabelo da Schwarzkopf. Tudo bem, não são empresas líderes em sustentabilidade, mas a Alemanha me proporcionou a vida mais “verde” que já tive.

Quando voltei ao Brasil, tinha a Natura. Também sou fã da Natura principalmente pelos valores da empresa. E são muitos os valores... Também dá para se divertir passando hooooras no site!

Hoje li em uma revista que a M·A·C tem um programa chamado Back to M·A·C Program. Ao retornar 6 embalagens dos produtos M·A·C a(o) consumidora(o) (rsrs) recebe um batom como “ forma de agradecimento”, como está descrito no site.

Acho que estou começando a ser fã da M·A·C...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Reciclar é...

Ontem realizei uma dinâmica com algumas pessoas da empresa para qual trabalho que objetivava a construção do conceito de Desenvolvimento Sustentável do grupo de empregados. No final do expediente, uma de minhas colegas me disse que achou bem interessante o trabalho e que estava começando a repensar na responsabilidade de empresas com a sustentabilidade, já que anteriormente ela achava que esse papo de empresas comprometidas era, como dizemos por aqui, conversa para boi dormir. Tão perigoso isso nos dias de hoje...

Eu retruquei dizendo que, apesar de infelizmente ainda existirem empresas que utilizam a sustentabilidade como forma de vender uma imagem responsável só para sair bem na foto, o número de empresas de fato comprometidas cresce cada vez mais. Vide a guerra dos supermercados pela “foto” mais bonita!

Uns implantam medidas de redução do consumo de sacolas plásticas, outros criam produtos “verdes”. Uns dão créditos aos clientes que usam sacolas reutilizáveis, outros apóiam projetos sociais e criam institutos para gerenciar os programas de Responsabilidade Social Empresarial – RSE.

Mas uma medida é certa e comum a todos: a separação de resíduos! Todos os supermercados participantes dessa corrida rumo à sustentabilidade possuem, na maioria das vezes em seus estacionamentos, coletores para a separação de vidros, plásticos, metais e papel.

Há (pelo menos) duas semanas que ando com meu carro com três sacos de vidro, três de plástico e dois pacotes consideráveis de papel.

Fora o incomodo de ouvir os potes e garrafas de vidro batendo a cada freada, foi um porre ouvir de amigos que meu carro estava uma bagunça, que parecia um carrinho dos catadores de rua, etc.

Finalmente hoje encontrei tempo (e disposição) para passar no supermercado de meu bairro, para descartar o lixo separado. Para minha surpresa os coletores grandes do estacionamento haviam sumido...

Entrei na loja e perguntei para três atendentes sobre os coletores. Eis as respostas:

Pergunta: O que houve com os coletores de reciclagem que ficavam lá fora?

Atendente 1: “ Se não estiverem lá fora é porque não tem mais”
Atendente 2: “ Que coletores?”
Atendente 3: simplesmente apontou para 4 mini lixeiras (do tamanho das de minha casa).

Questionamentos/reações em ordem de acontecimento:

1º Será que os empregados não são treinados para entender a função e objetivo daqueles coletores?

2º Será que os coletores estão em manutenção?

3º Será que essa é uma das empresas que minha colega comentou?

4º Será que os resíduos eram tão poucos que eles reduziram os coletores para mini lixeiras?

5º Não vou deixar meus resíduos aqui! Vou a outro supermercado dar uma olhada para ver se consigo deixar lá.

6º Entrei no carro e no caminho para o trabalho lembrei de uns catadores que acumulam os resíduos perto de uma ponte, onde o caminhão deles para e recolhe os sacos. Fui lá:

Eu: Ei, moço! Vocês querem uns sacos de vidro, plástico e papel que tenho?

Moço: Queremos sim! Pode me entregar!

Eu: Tem umas garrafinhas de plástico que não sei se servem para reciclagem. Veja aí!

Moço: Essas não servem, mas pode deixar que a gente joga no lixo correto! E quando tiver mais garrafas e vidros, pode passar aqui e nos entregar! Obrigado e bom dia!

Eu: Bom dia moço! Bom São João!