



“No ponto de bifurcação o sistema “escolhe” um novo caminho a seguir. As escolhas que esse sistema faz nos pontos de bifurcação, influenciam as escolhas do presente” (Maria José Esteves de Vascocellos)
Para mais informações: http://www.blogactionday.org/
Em: http://blogactionday.blogtv.uol.com.br/2009/09/25/o-que-e-o-blog-action-day
Último comentário:
incrivelmente percebo agora que o número de anotações é equivalente à idade que farei esse ano...
Ter um amigo delegado é engraçado. Ter um amigo delegado como ele é mais engraçado ainda. Pessoa surreal, cara de pau, pirracenta, mas muito querida.
Fora as conversas que me deixam arrepiada é interessante ouvir um dos vários lados da história. Faz a gente ver que, apesar de raro, ainda existem funcionários públicos sérios.
Pois bem, estão construindo um prédio em um parque de Salvador, que fica em frente ao apartamento desse meu amigo.
O parque [1] criado em 1973 através do Decreto Municipal nº 4.52, foi palco de muitas estripulias da minha infância. Tenho fotos felizes de minha família e as lembranças são incríveis. Mas a lembrança é o que ficou...
Fora um anfiteatro que serve de palco para shows (uma das poucas coisas que movem as pessoas nessa terra), o parque está quase abandonado. Na verdade, a situação dos parques de Salvador é caótica.
O prédio que está sendo construido ao lado do parque, celebra o brilhante e novo PDDU do nosso prefeito. Sim, sim! Estou sendo irônica!
Ontem esse amigo chegou indignado e me disse “Lu, você não sabe que os filhos da #@$%&* estão fazendo...”
Não satisfeitos em construir um prédio nessa área, fizeram um canteiro de obras DENTRO do parque.
Meu amigo ligou pro telefone do Ibama em Salvador, mas ninguém atendeu. Depois de inúmeras tentativas, ele decidiu fazer uma visita a instituição.
Resumindo a visita: o Ibama justificou a falta de ação, dizendo que não tinha agentes para visita à obra e ainda passaram a bola adiante. Disseram para meu amigo, no papel de delegado, ir ao local da construção e prender os responsáveis.
Ciente de que esse não era seu papel, ele procurou a polícia ambiental do estado. Polícia Ambiental da Bahia??? Tem certeza???
Não encontrou ninguém...Hoje enviei para ele um site com os contatos da PMBA - CIA DE POLÍCIA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL – COPPA mas tenho quase 99,9% de certeza de que nada vai adiantar. Se nem o site deles funciona....
Enfim, o delegado foi na obra, conversou com o pessoal que estava trabalhando e só depois de dar uns gritos é que se fez ouvir de fato.
Depois de rir muito com a história dos gritos (e essa não dá para contar aqui...) e tirando um pouco o foco da reação de um delegado incomum, pensei na verdadeira piada: as instituições ambientais do governo. PIADA!!! É mesmo de rir!!
[1] O parque conta com cerca de 720 mil m² de área verde. É um local de preservação da mata atlântica, vegetação original da costa brasileira, e também o único local da cidade em que há a trasição da mata atlântica para as dunas, e, por isso, podem ser encontradas diversas espécies ornamentais e frutíferas. Sua topografia é acidentada e o solo é argiloso, além de haver pântanos.
Ontem realizei uma dinâmica com algumas pessoas da empresa para qual trabalho que objetivava a construção do conceito de Desenvolvimento Sustentável do grupo de empregados. No final do expediente, uma de minhas colegas me disse que achou bem interessante o trabalho e que estava começando a repensar na responsabilidade de empresas com a sustentabilidade, já que anteriormente ela achava que esse papo de empresas comprometidas era, como dizemos por aqui, conversa para boi dormir. Tão perigoso isso nos dias de hoje...
Eu retruquei dizendo que, apesar de infelizmente ainda existirem empresas que utilizam a sustentabilidade como forma de vender uma imagem responsável só para sair bem na foto, o número de empresas de fato comprometidas cresce cada vez mais. Vide a guerra dos supermercados pela “foto” mais bonita!
Uns implantam medidas de redução do consumo de sacolas plásticas, outros criam produtos “verdes”. Uns dão créditos aos clientes que usam sacolas reutilizáveis, outros apóiam projetos sociais e criam institutos para gerenciar os programas de Responsabilidade Social Empresarial – RSE.
Mas uma medida é certa e comum a todos: a separação de resíduos! Todos os supermercados participantes dessa corrida rumo à sustentabilidade possuem, na maioria das vezes em seus estacionamentos, coletores para a separação de vidros, plásticos, metais e papel.
Há (pelo menos) duas semanas que ando com meu carro com três sacos de vidro, três de plástico e dois pacotes consideráveis de papel.
Fora o incomodo de ouvir os potes e garrafas de vidro batendo a cada freada, foi um porre ouvir de amigos que meu carro estava uma bagunça, que parecia um carrinho dos catadores de rua, etc.
Finalmente hoje encontrei tempo (e disposição) para passar no supermercado de meu bairro, para descartar o lixo separado. Para minha surpresa os coletores grandes do estacionamento haviam sumido...
Entrei na loja e perguntei para três atendentes sobre os coletores. Eis as respostas:
Pergunta: O que houve com os coletores de reciclagem que ficavam lá fora?
Atendente 1: “ Se não estiverem lá fora é porque não tem mais”
Atendente 2: “ Que coletores?”
Atendente 3: simplesmente apontou para 4 mini lixeiras (do tamanho das de minha casa).
Questionamentos/reações em ordem de acontecimento:
1º Será que os empregados não são treinados para entender a função e objetivo daqueles coletores?
2º Será que os coletores estão em manutenção?
3º Será que essa é uma das empresas que minha colega comentou?
4º Será que os resíduos eram tão poucos que eles reduziram os coletores para mini lixeiras?
5º Não vou deixar meus resíduos aqui! Vou a outro supermercado dar uma olhada para ver se consigo deixar lá.
6º Entrei no carro e no caminho para o trabalho lembrei de uns catadores que acumulam os resíduos perto de uma ponte, onde o caminhão deles para e recolhe os sacos. Fui lá:
Eu: Ei, moço! Vocês querem uns sacos de vidro, plástico e papel que tenho?
Moço: Queremos sim! Pode me entregar!
Eu: Tem umas garrafinhas de plástico que não sei se servem para reciclagem. Veja aí!
Moço: Essas não servem, mas pode deixar que a gente joga no lixo correto! E quando tiver mais garrafas e vidros, pode passar aqui e nos entregar! Obrigado e bom dia!
Eu: Bom dia moço! Bom São João!
Recebi ontem a notícia da realização de uma feira de escambo em Salvador. A notícia na integra está logo abaixo. Muito legal!
Para quem não é da cidade, existem outras formas de ações nesse sentido. Já escrevi aqui sobre o Freecycle Salvador, que na verdade é uma rede de doação.
Para quem quer trocar e não doar, existe o Xcambo. Apesar de ter me cadastrado para entender do funcionamento do site, ainda não fiz nenhuma troca e por isso não tenho tanto a dizer. Mas só pela iniciativa, vale uma visita ao site!
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Universidades organizam brechó social
Você sabe o que é economia solidária? Pelo sim, pelo não, já pode entrar no "esquema" e, na prática, entender o que significa esse conceito. Basta participar do Brechó Social 2009, evento marcado para um sábado, 9 de maio. Os postos de troca estão abertos e prontos para o escambo.
Separe algumas roupas, calçados e outros produtos novos ou em bom estado de conservação e que não tem mais utilidade para você e, nos postos, receba alguns "grãos", moeda de troca que substitui o real.
O evento será realizado no Parque da Cidade e é resultado de parceria entre universidades públicas e privadas com objetivo de apoiar a economia solidária e o consumo consciente, através da troca de produtos como brinquedos e outros utensílios.
DESPRENDIMENTO - "Ter desprendimento para com produtos que estão sem utilidade em casa e a perspectiva de se comercializá-los através de uma moeda de troca (Grão) com uma lógica de economia solidária é uma prática de consumo consciente", afirma Débora Nunes, Adjunta para Extensão Comunitária da Reitoria da Universidade Salvador (Unifacs).
O brechó chega ao quarto ano de existência e pretende movimentar 50% a mais de produtos em relação ao ano anterior. "No ano passado foi um evento urbano, com 5 mil produtos e cerca 2 mil pessoas circulando no local. Para este ano, a expectativa é um aumento de cerca de 50%", calcula Débora, que também é presidente do Fórum de Extensão das Instituições de Ensino Superior (IES) Particulares.
O ideal é que os produtos sejam levados para troca, pelo menos, uma semana antes do evento, para que sejam separados e armazenados para posterior alocação nas barracas temáticas.
Para mais informações os interessados podem encaminhar um email para o endereço eletrônico aec@unifacs.br ou entrar em contato pelos telefones 3330-4643 e 3330-4650.
Hoje meu colega de trabalho, Rodrigo Berbel[1], me indicou o site da Comanche Clean Energy.
Não sei muito sobre o trabalho da empresa na produção de combustíveis renováveis, mas o que me chamou atenção foi a Campanha Comanche de reciclagem de óleo de cozinha.
Através de folhetos distribuídos em Simões Filhos e Salvador, é ratificada a importância da destinação correta do óleo de cozinha.
Em um país como o Brasil, que produz 9 milhões de litros de óleo de cozinha por ano, é muito importante que as pessoas possam descartar este resíduo de forma correta. O grande problema é que as pessoas, além de não compreenderem as conseqüências de se jogar óleo diretamente no ralo da pia, não sabem que a reciclagem é possível.
Quando jogado no ralo, o óleo segue para as redes de esgoto e é posteriormente despejado, na grande maioria das vezes, em mares e rios. Cada litro de óleo pode poluir cerca de 1 milhão de litros de água. O acúmulo de óleo nos encanamentos da rede de esgoto pode causar entupimento, impedir o fluxo de resíduos e até mesmo causar rompimentos na rede.
As vezes não nos damos conta das conseqüências de nossos atos cotidianos e por isso seguimos com uma repetição de costumes que não mais podem ser tolerados.
Hoje quando Rodrigo veio me mostrar o folheto da campanha, a primeira pergunta dele foi: o que você faz com o óleo de cozinha produzido em sua casa? Eu, felizmente, pude responder que não produzo óleo, porque não utilizo o produto (não como fritura). No mesmo momento em que respondi a pergunta, lembrei de minha pegada ecológica.
No início da semana refiz o teste da WWF para descobri a minha pegada atual. Apesar de tomar muito cuidado para não impactar o meio ambiente negativamente, ainda uso carro como meu principal meio de transporte, consumo carne e alimentos de origem vegetal e uso ar condicionado freqüentemente. Sabendo das conseqüências desses hábitos, procuro reduzir minha pegada de outras formas (vide Click Árvore).
Em relação ao uso do ar condicionado, preciso dizer que tentei usar o Ecobrisa, mas aqui em Salvador, além de ser muito quente, o clima é úmido e por isso o aparelho não consegue ser tão eficiente como em locais secos. É uma ótima solução para cidades como Brasília.
Voltando à Campanha da Comanche, para quem mora em Salvador, Simões Filhos e entorno, vale a pena checar o site http://comanche.com.br/ ou ligar para 0800 723 1180.
Além de fornecerem os galões plásticos para coleta do óleo, eles fazem a coleta em sua casa!
[1] Rodrigo é técnico agrícola e trabalha como técnico de meio ambiente.